Desde a descoberta dos mecanismos de reprodução humana, a ciência tem avançado para oferecer soluções para casais que enfrentam dificuldades na concepção. Um desses avanços é a técnica conhecida como fertilização in vitro, popularmente chamada de “bebê de proveta”.
Neste artigo, exploraremos o significado desse termo, discutiremos o pioneirismo do Brasil nessa área, as diferenças entre fertilização in vitro e inseminação artificial, o funcionamento da FIV e o custo envolvido no processo. Portanto, continue lendo para saber mais sobre essa importante técnica.
O Que é Bebê de Proveta?
O termo “bebê de proveta” é uma expressão popular que se refere a um bebê concebido por meio da técnica de fertilização in vitro (FIV). Na FIV, o óvulo da mulher é fertilizado com o espermatozóide do parceiro ou de um doador em um ambiente controlado em laboratório.
Após a fertilização, o embrião é transferido para o útero da mulher, onde é implantado para se desenvolver normalmente.
Primeiro Bebê de Proveta do Brasil
O Brasil foi pioneiro na América Latina no campo da reprodução assistida, com o nascimento do primeiro bebê de proveta do país em 1984. O bebê nasceu após um procedimento de FIV realizado pelo Dr. Elsimar Coutinho, no Centro de Pesquisa e Reprodução Humana (Ceprevida), em Salvador, Bahia.
Anna Paula Caldeira, o primeiro bebê de proveta do Brasil, mora atualmente em Curitiba e é nutricionista. Com saúde e vida normal, Anna Paula pretende ter filhos e vê a FIV como um recurso caso tenha dificuldades para engravidar.
Inclusive, é importante destacar que, esse marco abriu caminho para o desenvolvimento de centros de reprodução assistida em todo o país e permitiu que muitos casais inférteis tivessem a oportunidade de realizar o sonho de ter filhos.
Diferença Entre Fertilização in Vitro e Inseminação Artificial
Embora ambos os procedimentos estejam relacionados à reprodução assistida, a fertilização in vitro e a inseminação artificial diferem em termos de processo e aplicação. Na inseminação artificial, também conhecida como inseminação intrauterina, o esperma é colhido, processado e introduzido diretamente no útero da mulher, geralmente por meio de um cateter fino. Esse método é mais simples e menos invasivo do que a FIV, sendo indicado para casais com problemas leves de infertilidade ou em casos em que o parceiro possui uma contagem baixa de espermatozoides.
Por outro lado, a fertilização in vitro envolve um processo mais complexo. A mulher passa por estimulação ovariana para produzir múltiplos óvulos, que são coletados cirurgicamente. Esses óvulos são então fertilizados em laboratório com o esperma, e os embriões resultantes são cultivados por alguns dias. Em seguida, um ou mais embriões são transferidos para o útero da mulher, para que ocorra a implantação e o desenvolvimento da gravidez.
Como Funciona a Fertilização in Vitro?
A fertilização in vitro envolve várias etapas cuidadosamente planejadas e executadas. A seguir, estão os principais passos envolvidos no processo:
- Estimulação ovariana: A mulher recebe medicamentos hormonais para estimular seus ovários a produzirem múltiplos óvulos em vez de apenas um, como ocorre naturalmente. Dessa forma, aumenta-se as chances de obter embriões viáveis.
- Monitoramento e controle: Durante a estimulação ovariana, são realizados exames de ultrassom e de sangue para acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos, que contêm os óvulos em desenvolvimento. O objetivo é determinar o momento ideal para a coleta dos óvulos.
- Coleta de óvulos: A coleta de óvulos acontece por meio de uma técnica conhecida como aspiração folicular. Sob sedação ou anestesia, um especialista em reprodução assistida usa uma agulha fina para remover os óvulos dos folículos ovarianos. Esse procedimento é realizado com o auxílio de ultrassom transvaginal para orientação precisa.
- Fertilização: Os óvulos coletados são então fertilizados em laboratório, onde são colocados em contato com os espermatozoides do parceiro ou doador. A fertilização pode ocorrer naturalmente, na qual os espermatozóides penetram nos óvulos, ou por meio de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), em que um espermatozóide é injetado diretamente em cada óvulo.
- Cultivo de embriões: Após a fertilização, os embriões são cultivados em condições controladas em laboratório. Então eles são monitorados quanto à sua qualidade e desenvolvimento ao longo de alguns dias.
- Transferência de embriões: Em seguida, um ou mais embriões de boa qualidade são transferidos para o útero da mulher. Esse procedimento é realizado por meio de um cateter fino inserido através do colo do útero. O objetivo é que os embriões se implantem na parede uterina e continuem o desenvolvimento, resultando em uma gravidez.
- Congelamento de embriões: Se houver embriões adicionais de boa qualidade, eles podem ser congelados (criopreservados) para uso futuro. Pois isso permite que o casal tenha a opção de realizar transferências embrionárias subsequentes sem precisar passar por todo o processo de estimulação ovariana novamente.

Quanto Custa uma Fertilização in Vitro?
O custo da fertilização in vitro pode variar significativamente, dependendo do país, da clínica de reprodução assistida e dos tratamentos adicionais necessários. Mas em geral, a FIV é um procedimento caro devido à sua complexidade e ao uso de tecnologias especializadas.
Os custos envolvidos na FIV incluem consultas médicas, exames diagnósticos, medicamentos hormonais, procedimentos de coleta de óvulos e transferência de embriões, além de acompanhamento pós-tratamento. Além disso, em alguns casos, podem ser necessários tratamentos complementares, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) ou o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD/PGS), que avalia a saúde genética dos embriões antes da transferência.
É importante ressaltar que, em alguns países, como o Brasil, a FIV pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em determinadas situações, como nos casos de infertilidade comprovada e que atendam aos critérios estabelecidos. Portanto isso pode reduzir significativamente os custos para os pacientes que se enquadram nos requisitos.
No entanto, em clínicas particulares, o custo total da FIV pode variar de alguns milhares a dezenas de milhares de reais, dependendo dos fatores mencionados anteriormente. É importante considerar que os custos não se limitam a uma única tentativa de FIV, uma vez que, em alguns casos, múltiplas tentativas podem ser necessárias para alcançar uma gravidez bem-sucedida.
Conclusão
O nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil marcou um avanço significativo na medicina reprodutiva e abriu portas para inúmeras outras famílias que enfrentam dificuldades para conceber. Afinal a fertilização in vitro, popularmente conhecida como “bebê de proveta”, é uma técnica complexa e eficaz que oferece esperança e oportunidade para casais que desejam ter filhos.
Embora a FIV possa ser cara e envolva um processo muitas vezes longo, os avanços na área da reprodução assistida têm permitido uma melhoria contínua das taxas de sucesso. Além disso, é importante buscar informações detalhadas sobre as opções de tratamento, custos envolvidos e apoio emocional disponível, a fim de tomar decisões com sabedoria e para encontrar a clínica de reprodução assistida mais adequada.
Com a evolução constante da medicina reprodutiva, é provável que novos avanços sejam alcançados, tornando a concepção assistida uma opção cada vez mais acessível e bem-sucedida para aqueles que desejam formar uma família.
Referências
Primeiro bebê de proveta do Brasil e da América Latina completa 30 anos – Jornal Hoje (Globo.com)
Como é feita a Fertilização In Vitro (FIV)? – Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)
Mãe da Olívia, Criadora de Conteúdo desde 2013, Especialista em Conteúdo & SEO, Bacharel em Sistemas de Informação e pós graduada em Gestão de Pessoas.